terça-feira, 17 de julho de 2012

A Reconstrução do Trabalho no Mundo Social

Entender as relações de trabalho e as mudanças oriundas do processo capital e trabalho advindos com a globalização são fatores importantes e também como esta relação passa alterar as cidades uma vez que  os efeitos excludentes das atuais mutações do trabalho, sob o impacto da reestruturação produtiva passa a ditar as formas de trabalho em tempos de revolução tecnológica e globalização da economia.
No entanto, ainda pouco se sabe sobre as configurações societárias que vêem sendo urdidas nas dobras dessas transformações. Entre, de um lado, os artefatos da "cidade global" sob o foco dos debates entre urbanistas e pesquisadores da economia urbana e, de outro, os "pobres" e "excluidos" tipificados como público alvo das políticas ditas de inserção, há toda uma trama social que resta ser conhecida.
E é isso justamente que situa o terreno em que ganha pertinência relançar a discussão sobre os sentidos e os lugares do trabalho não mais estrutura as promessas de progresso social, se os coletivos "de classe" foram desfeitos sob as injuções do trabalho precário, se direitos e sindicatos não mais operam como referências para as maiorias, se tudo isso mostra que os "tempos fordistas" já se foram, o trabalho não deixa de ser uma dimensão estruturante da vida social.

Um fator de importante que vale ser ressaltado nesta relação é que com a flexibilização do contrato de trabalho significa que o trabalho "sem forma" se expande no núcleo do que antes era chamado de mercado organizado.

E assim, quebra-se o vínculo entre trabalho, empresa e produção de riqueza, e são outros agenciamentos e diagramas que se constituem. Surge uma economia de serviços que sua principal característica é o cosumo.

Porém dentro desta lógica recai sobre os mais jovens o peso do desemprego e do trabalho precário. Fica a lição para refletir dentro da frase de Ricardo Antunes "Adeus ao Trabalho"?
  

Nenhum comentário:

Postar um comentário